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domingo, 12 de fevereiro de 2017

Desafio de como ensinar História quando foi extinta nas escolas

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Ensinar a história em um período que a disciplina foi abolida do currículo escolar. Esse foi o desafio dos professores durante o regime militar (1964-1985) no país. Além do fato de os professores passarem por ‘treinamento’ oferecido pelo sistema, as matérias de História e Geografia foram substituídas pelo chamado “Estudos Sociais”. Nessa disciplina o mesmo professor teria de ensinar as duas matérias com livros didáticos que obrigatoriamente passavam pelo crivo da censura. O resultado geralmente era um ensino superficial.
Para tratar desse assunto, as professoras Maria Auxiliadora Schmidt, da Universidade Federal do Paraná (UFPR), e Kátia Abud, da Universidade de São Paulo (USP), lançaram na semana passada o livro “50 anos da ditadura militar – capítulos sobre o ensino de história no Brasil”. A obra reúne documentos do período e artigos de nove professores e pesquisadores.
Um dos artigos de João Bertolini, por exemplo, conta a passeata em março de 1964 – portanto antes do golpe militar – ocorrida em Curitiba contra o livro didático História Nova do Brasil ,que foi considerado uma obra “subversiva”. Confira os principais trechos da entrevista com Maria Auxiliadora Schmidt.
Como era ministrado o ensino de História durante o regime militar? Primeiro que nós não éramos professores de História, mas sim de Estudos Sociais. Esse modelo foi criado nos Estados Unidos pós-crise econômica de 1929. A educação foi culpada pela crise nos Estados Unidos. Passou-se a focar mais nos interesses de mercado, voltado para a sociedade industrial. Era um ensino menos intelectualizado. Juntaram História e Geografia em uma única disciplina. No Brasil, há um começo experimental dessa disciplina na década de 50, mas foi em 1971 que oficialmente abole-se de vez a História do currículo escolar.
Isso valia para todas as turmas? Do 1.º ao 4.º ano era a Integração Social, que misturava um pouco de tudo, de História a noções de higiene. Da 5.ª à 8.ª série começava a ministrar os Estudos Sociais. Fui professora dessa disciplina sem saber Geografia a fundo. Acabava focando mais na História. Os livros didáticos eram divididos: metade História e metade Geografia. Era um ensino raso. Os professores não tinham domínio de todo o assunto. Sem falar que os livros tinham um carimbo de que era autorizado pela censura. O material que usávamos em sala de aula tinha de passar pelo crivo da ditadura.
Ou seja, havia assuntos da história que não poderiam ser tratados? Sim. O golpe militar, por exemplo, só virou ‘golpe’ depois do regime militar. Antes, tínhamos de tratar o assunto como uma revolução contra o comunismo. Isso durou até 1984.
Não tinha como os professores driblarem o sistema? Sim, a gente tentava. Isso era mais comum nas escolas públicas do que nas particulares. Mas era complicado porque era algo proibido.
Pode nos contar alguma dessas experiências? Eu tentava falar, por exemplo, dos problemas sociais que existia no Brasil, o que não era permitido durante a educação do regime militar. Eu falava que esses problemas existiam em todo percurso histórico e que ainda hoje existem. Comentava sobre a Revolução dos Cravos, em Portugal (ocorrida em 1974 que depôs o regime ditatorial salazarista) e abordava que o que Portugal viveu era uma ditadura.
Havia repreensão? Fui reprimida até por pais dos alunos. As crianças ficavam impressionadas e os pais iam reclamar e indagar o motivo de eu falar isso em sala de aula. Muita gente da classe média era a favor do golpe.
Como era a preparação dos professores durante o Regime Militar? Os professores eram treinados. Tinha uma palavra chave no período, que era reciclagem. Ou seja, transformando algo velho em uma coisa nova. O governo militar estruturou isso muito bem no Paraná. Os professores eram convocados antes do começo das aulas, no início do ano, para serem ‘reciclados’ no Cetepar (Centro de Treinamento do Magistério do Estado do Paraná), no Boqueirão, em Curitiba. Assim, os professores eram adestrados.
Quanto tempo era esse preparo oferecido pelo regime? Cerca de uma semana. O professor ia pela manhã e só era liberado no final da tarde. Ficávamos o dia inteiro. Na escola, depois de fazer a ‘reciclagem’ íamos fazer o planejamento das aulas.
E como era estruturado o planejamento? O planejamento era baseado em objetivos e metas. Hoje há um debate para criar metas.
Durante todo o período do regime militar era proibido ensinar História? Apenas no 2.º grau (hoje Ensino Médio) é que havia a disciplina de História. Mas era durante um ano e duas vezes por semana. E o 2.º grau, naquela época, era escasso no ensino público. Estava concentrado na educação particular, onde a elite é que frequentava.
Ao proibir o ensino de História, o governo militar pretendia inibir as pessoas de pensar? A principal função da História é formar consciência histórica das pessoas. Claro que essa consciência também é influenciada na família, pela televisão, pela mídia, pelas conversas com os amigos. Tudo isso ajuda a formar uma cultura histórica. A escola tem a função e a responsabilidade de contribuir para a formação de uma consciência histórica para que os alunos possam estabelecer relações entre presente e passado, mas também perspectivar o futuro. A consciência histórica é fundamental para as pessoas se desanuviarem de preconceitos e estereótipos. Possibilita pensar de forma empática, se colocando no lugar do outro.
Como é o livro “50 anos da ditadura militar – capítulos sobre o ensino de História no Brasil”? O livro pode ser dividido em duas vertentes. A primeira reúne capítulos escritos por professores que viveram o período e pesquisam o assunto. São análises históricas, com o componente de que as pessoas que as escreveram eram professores de História. A outra reúne documentos publicados durante o Regime Militar que se perderam com o tempo. Muitos jovens não têm acesso a esse material, como um manifesto da Associação Nacional de História contra as propostas de ensinar História naquela época. Resolvemos colocar esses anexos como fontes históricas para o período presente.

Fonte:http://www.gazetadopovo.com.br/vida-e-cidadania/o-desafio-de-ensinar-historia-quando-a-historia-foi-extinta-nas-escolas-ehc3qh8l0viwed9l42wawrz9q

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Como um projétil pode impedir a colisão de asteroides com a Terra

Estudando o meteorito que atingiu Chelyabinsk, na Rússia, cientistas afirmam que é possível desenvolver estratégias para impedir o impacto de asteroides

Colisão Terra Asteroide
Apesar de raros, objetos potencialmente perigosos ainda são uma ameaça ao planeta e preocupam astrônomos (iStock/Como um projétil pode impedir a colisão de asteroides com a Terra)

Fazer uso de um projétil para desviar a órbita de um asteroide e evitar a colisão com a Terra seria uma estratégia possível, segundo um estudo do Instituto de Estudos do Espaço da Catalunha (IEEC-CSIC, na sigla em espanhol). A pesquisa, publicada na edição de janeiro do periódico científico The Astrophysical Journal, foi feita com base no meteorito Chelyabinsk, que explodiu em 2013 sobre céu russo após atravessar a atmosfera. A análise demonstra que, de acordo com a composição, densidade e estrutura interna da rocha, é possível que uma missão, desenvolvida com antecedência, consiga impedir o impacto.
O estudo não é o primeiro a investigar maneiras de evitar um possível confronto entre um objeto próximo à Terra (NEO, sigla em inglês) de grandes dimensões e o nosso planeta. No início do ano, o governo americano também divulgou um plano para lidar com esse tipo de ameaça.
e acordo com os cientistas, a probabilidade de uma rocha com quilômetros de diâmetro ter consequências devastadoras após se chocar com a Terra é estatisticamente pequena, já que é mais frequente que objetos de poucas dezenas de metros (como o de Chelyabink), que são descobertos continuamente, alcancem a atmosfera terrestre. As chances, entretanto, ainda existem – e astrônomos afirmam que, se não for identificado a tempo, o impacto não poderá ser evitado.

Como impedir a colisão

Quando explodiu sobre a Rússia, o meteorito de aproximadamente 18 metros de diâmetro se fragmentou em milhares de pedaços que caíram na superfície do planeta. O rompimento do objeto na atmosfera mostrou que a Terra atua como um eficiente escudo — por causa do atrito com a atmosfera, o corpo celeste se desintegrou e apenas 4.000 quilos de suas 13.000 toneladas atingiram a superfície. O maior pedaço, de 570 quilos, foi encontrado no lago Chebarkul. Apesar de ser um meteorito pequeno, o choque que ocorreu quando entrou na atmosfera, a uma velocidade de 19 quilômetros por segundo, deixou centenas de feridos e grandes danos materiais.
Em laboratório, a equipe dirigida pelo pesquisador Jordi Sort, da Universidade Autônoma de Barcelona (UAB), realizou medições das propriedades mecânicas do meteorito que, segundo os cientistas, tem características semelhantes a alguns tipos de asteroides. A análise obteve de maneira rigorosa e sistemática as propriedades dos materiais que formam esse corpo celeste, em particular, a dureza, a elasticidade e a resistência à fratura. Essas informações são determinantes para que o impacto de um projétil consiga desviar a órbita desse objetos. Segundo os resultados, a composição, a estrutura interna, a densidade e outras propriedades físicas são fundamentais para o êxito de uma missão na qual seria lançado um projétil cinético – tipo de projétil que não possui carga explosiva – para desviar a órbita de um asteroide perigoso.

Asteroides, meteoritos e meteoros

Asteroides são corpos celestes menores que planetas que vagam pelo sistema solar desde sua formação, há 4,6 bilhões de anos. Meteoritos, por sua vez, são pedaços de asteroides que eventualmente atingem a superfície da Terra. Já os meteoros são as rochas que atravessam a superfície da Terra e deixam rastros luminosos no céu, resultado do atrito com o ar  são popularmente reconhecidos como estrelas cadentes.
O objeto que explodiu sobre o céu de Chelyabinsk é um meteorito de uma classe conhecida como condrito ordinário. Os pesquisadores o escolheram porque esse tipo de rocha é mais consistente e pode ser considerado representativo dos materiais formativos da maioria dos objetos potencialmente perigosos para a Terra.

FONTE:http://veja.abril.com.br/ciencia/como-um-projetil-pode-impedir-a-colisao-de-asteroides-com-a-terra/

domingo, 5 de fevereiro de 2017

Qual foi a guerra mais curta da história?

Foi um conflito ocorrido no final do século 19 que durou apenas 45 minutos, só a metade de um jogo de futebol! Ele envolveu a Inglaterra e um sultão da ilha de Zanzibar, no leste da África. Ingleses e alemães disputavam o controle territorial da região, que estava sob influência dos britânicos. Quando o sultão de Zanzibar morreu, em 1896, um de seus filhos ocupou o trono com apoio da Alemanha, irritando os ingleses, que temiam perder poder na área e exigiram sua renúncia. Em resposta, o novo sultão reuniu um exército de 2 500 soldados de origem árabe e declarou guerra aos britânicos. Pouco antes de a crise estourar, a Inglaterra, prevendo a encrenca, já havia enviado para a região uma pequena frota de canhoneiras. Essas embarcações de guerra bombardearam a ilha no dia 27 de agosto de 1896 e obtiveram a rendição do novo sultão de Zanzibar menos de uma hora depois de iniciado o conflito. Mas essa é uma guerra que pertence apenas às listas de curiosidades, não tendo causado maiores conseqüências. Já no século 20, duas das guerras mais curtas da história deixaram marcas permanentes no cenário político do Oriente Médio, criando problemas que se estendem até hoje. Uma delas foi a Guerra de Suez, em 1956, que durou em torno de uma semana, opondo Inglaterra, França e Israel contra o Egito, pelo domínio do Canal de Suez – que ao fim dos combates permaneceu sob controle egípcio. Outro conflito relâmpago e ainda mais marcante do século 20 foi a Guerra dos Seis Dias, travada em 1967, quando Israel derrotou as forças árabes do Egito, da Síria e da Jordânia em menos de uma semana, como mostra o infográfico destas páginas.

Fonte:http://mundoestranho.abril.com.br/historia/qual-foi-a-guerra-mais-curta-da-historia/?utm_source=redesabril_jovem&utm_medium=facebook&utm_campaign=redesabril_mundoestranho

sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

27 de janeiro de 1945, Libertação de Auschwitz

Há 72 anos, em 27 de janeiro de 1945, o Exército Vermelho libertou Auschwitz, o maior e mais terrível campo de extermínio dos nazistas. Em suas câmaras de gás e crematórios foram mortas pelo menos um milhão de pessoas.
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Auschwitz foi o maior e mais terrível campo de extermínio do regime de Hitler. Em suas câmaras de gás e crematórios foram mortas pelo menos um milhão de pessoas. No auge do Holocausto, em 1944, eram assassinadas seis mil pessoas por dia. Auschwitz tornou-se sinônimo do genocídio de judeus, sintos e roma e tantos outros grupos perseguidos pelos nazistas.
As tropas soviéticas chegaram a Auschwitz, hoje Polônia, na tarde de 27 de janeiro de 1945, um sábado. A forte resistência dos soldados alemães causou um saldo de 231 mortos entre os soviéticos. Oito mil prisioneiros foram libertados, a maioria em situação deplorável devido ao martírio que enfrentaram.
"Na chegada ao campo de concentração, um médico e um comandante questionavam a idade e o estado de saúde dos prisioneiros que chegavam", contou Anita Lasker, uma das sobreviventes. Depois disso, as pessoas eram encaminhadas para a esquerda ou para a direita, ou seja, para os aposentos ou direto para o crematório. Quem alegasse qualquer problema estava, na realidade, assinando sua sentença de morte.
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Prisioneiros do campo de concentração de Auschwitz-Birkenau
Câmaras de gás e crematórios
Auschwitz-Birkenau foi criado em 1940, a cerca de 60 quilômetros da cidade polonesa de Cracóvia. Concebido inicialmente como centro para prisioneiros políticos, o complexo foi ampliado em 1941. Um ano mais tarde, a SS (Schutzstaffel) instituiu as câmaras de gás com o altamente tóxico Zyklon B. Usada em princípio para combater ratos e desinfetar navios, quando em contato com o ar a substância desenvolve gases que matam em questão de minutos. Os corpos eram incinerados em enormes crematórios.
Um dos médicos que decidiam quem iria para a câmara de gás era Josef Mengele. Segundo Lasker, ele se ocupava com pesquisas: "Levavam mulheres para o Bloco 10 em Auschwitz. Lá, elas eram esterilizadas, isto é, se faziam com elas experiências como se costuma fazer com porquinhos da Índia. Além disso, faziam experiências com gêmeos: quase lhes arrancavam a língua, abriam o nariz, coisas deste tipo..."
Trabalhar até cair
Os que sobrevivessem eram obrigados a trabalhos forçados. O conglomerado IG Farben, por exemplo, abriu um centro de produção em Auschwitz-Monowitz. Em sua volta, instalaram-se outras firmas, como a Krupp. Ali, expectativa de vida dos trabalhadores era de três meses, explica a sobrevivente.
"A cada semana era feita uma triagem", relata a sobrevivente Charlotte Grunow. "As pessoas tinham de ficar paradas durante várias horas diante de seus blocos. Aí chegava Mengele, o médico da SS. Com um simples gesto, ele determinava o fim de uma vida com que não simpatizasse."
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Grupo de prisioneiros se dirige ao crematório de Auschwitz, onde eles seriam assassinados
Marcha da morte
Para apagar os vestígios do Holocausto antes da chegada do Exército Vermelho, a SS implodiu as câmaras de gás em 1944 e evacuou a maioria dos prisioneiros. Charlotte Grunow e Anita Lasker foram levadas para o campo de concentração de Bergen-Belsen, onde os britânicos as libertaram em abril de 1945. Outros 65 mil que haviam ficado em Auschwitz já podiam ouvir os tiros dos soldados soviéticos quando, a 18 de janeiro, receberam da SS a ordem para a retirada.
"Fomos literalmente escorraçados", lembra Pavel Kohn, de Praga. "Sob os olhos da SS e dos soldados alemães, tivemos de deixar o campo de concentração para marchar dia e noite numa direção desconhecida. Quem não estivesse em condições de continuar caminhando, era executado a tiros", conta. Milhares de corpos ficaram ao longo da rota da morte. Para eles, a libertação chegou muito tarde.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Seminário de Defesa Pessoal na Academia de Karatê em Lages



SEMINÁRIO DE DEFESA PESSOAL 

Seminário vai ser voltado a legitima Defesa Pessoal, dividido em dois módulos. No primeiro módulo será abordado golpes traumáticos, estratégia de luta, anatomia humana, pontos vitais e imobilizações. No segundo módulo técnica com armas improvisada, combate em pé e solo, defesas contra pontapés, defesa contra ataque de mãos vazias, desarmamento de faca, bastão retrátil. 



Inscrições abertas, vagas limitadas.

Investimento: R$ 55,00 reais para alunos da academia e R$ 100,00 reais para visitantes

Informações: 9 99216454 / 9 99283181
Data do seminário: 28/03/2017

Horário: 19h30min às 22hs

Local: Instalações da Acdemia de Karatê Impacto Total

Servidores estão pedindo a reposição do INPC e mais 3% de reajuste salarial

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O presidente Agenor Chaves e o assessor Célio Guimarães, do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Lages (Sindserv) entregaramn esta semana a pauta de reivindicações dos servidores ao prefeito Antônio Ceron. 
São 30 itens, sendo que estão pedindo a reposição salarial com base no INPC (ainda não fechado dos últimos doze meses) e mais 3% de reajuste.
Interessante que entre as cláusulas colocadas está a que solicita a mudança da data base da categoria que hoje é janeiro. Fica complicada a negociação em início do ano, especialmente quando é início de governo.
A terceira reivindicação é a incorporação do abono,  com isso se estaria quase equiparando o menor vencimento do servidor do salário mínimo nacional com o salário regional.
O Sindserv ainda pede o reajuste em 20% do Vale Alimentação. Veja o que mais os servidores estão solicitando:

EXMO SR. ANTONIO CERON
DD PREFEITO DE LAGES
O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Lages,pessoa jurídica de direito privado, CNPJ  n° 78.493.657 /0001- 25, registro no MTE sob nº 24430 221595/76, sito a travessa Estevão Candido de Freitas, 62 - Centro,  Lages SC., neste ato representado por seu Presidente Sr.  Agenor Rodrigues de Chaves, vem apresentar a pauta de reivindicações aprovada na Assembleia Geral Extraordinária do dia 06. De dezembro de 2016, para que disciplinem as relações de trabalho entre o Município de Lages e os servidores públicos municipais, com vigência de 1º de janeiro a 31 de dezembro de 2017, que se regerá pelas cláusulas e condições a seguir enumeradas:

Cláusula nº 01 – Abrangência 
As cláusulas constantes neste instrumento abrangem os servidores públicos do Município de Lages, incluindo os ocupantes de cargos de provimento efetivo, comissionados, contratados e os inativos e pensionistas.
Cláusula n° 02 – Piso Salarial
O município de Lages compromete-se a implantar, como piso salarial para todos os servidores o salário mínimo regional de Santa Catarina, em substituição ao salário mínimo nacional.
Cláusula nº 03 – Reajuste Salarial
A Prefeitura do Município de Lages reajustará os vencimentos de todos os servidores com base no INPC do ano de  2016, acrescido de 3,00% (tres por cento) em 01de janeiro de 2017, com reposição integral do índice em 2017.
Cláusula nº 04– DATA BASE
O executivo municipal enviará projeto de lei a Câmara de Vereadores,alterando o artigo 3º da Lei nº 3830 de 20 de março de 2012, que passara a ter a seguinte redação:
Art. 3º - A partir da aprovação desta lei a data base para revisão geral anual dos vencimentos dos servidores do Município de Lages, será 1º de março de cada exercício, corrigidos pelo INPC dos últimos 12 meses ou outro índice que venha a substituí-lo.
Cláusula nº 05 – Incorporação do Abono
O Município de Lages assume o compromisso de que o abono de R$ 130,00 (cento e trinta reais), pago desde junho de 2013 será incorporado ao vencimento de todos os servidores abrangidos pelo presente abono, em janeiro de 2017.
Cláusula n° 06 – Pagamento de Insalubridade e Periculosidade
O Município de Lages efetuará estudo para regulamentação e pagamento de Insalubridade e Periculosidade aos Servidores expostos a situações de risco; de acordo com o grau de exposição a que o mesmo estiver sujeito.
Cláusula n° 07 - Liberação de Licença Prêmio
A Municipalidade comprometa-se a liberar mensalmente, a licença prêmio dos servidores que tenham adquirido esse direito, com 1/3 em pecúnia ao servidor que o solicitar.
Clausula n°. 08 –Vale Alimentação
O Município de Lages compromete-se em janeiro de 2017 efetuara a correção do valor do vale alimentação dos servidores da Prefeitura do Município de Lages, em 20% (vinte por cento), bem como efetuara a correção, nos mesmos percentuais, da faixa salarial a que o servidor pertença. Bem como o vale não será descontado em virtude de faltas com atestado medico.
Clausula n°. 09 –Pagamento
O pagamento de todos os servidores será realizado sempre no ultimo dia útil de cada mês.
Clausula n°. 10 – Manutenção de Vantagens
A Prefeitura do Município de Lages efetuará pagamento e Manutenção das vantagens instituídas nos Planos de Carreira como Avaliação e Progressões.
Clausula n°. 11 – Incorporação de Vantagens aos Cargos Criados pela Lei Complementar  nº 10/1994
O Executivo Municipal de Lages, enviará projeto de lei a Câmara de Vereadores  acrescendo parágrafo único ao artigo 1º  da Lei Complementar nº  10 de  08/02/1994:
O artigo 1º da Lei Complementar nº10 de  08/02/1994 fica acrescido de parágrafo único com a seguinte redação:
§ Único – Todos os cargos criados por estalei serão regidos pelas leis 1574 e 1575 de 11/10/1990, gozando de seus direitos, vantagens e deveres.
Cláusula n° 12 - Equiparação Salarial
O Município de Lages no prazo de 90 dias, contados de 01/01/2017 estudara o impacto que terá junto aos servidores a unificação dos estatutos e planos de carreira.
Clausula n°. 13 - Implantação de Plano de Saúde aos Servidores
O Município de Lages, em 2017, implantara Plano de Saúde para todos os Servidores.
Clausula n°. 14 - Fornecimento de Uniformes e EPI
O Município de Lages continuará efetuar o fornecimento gratuito de equipamentos de proteção individual e coletivo, bem como condições necessárias ao desempenho de cada função como:
a) Vestuário e Calçados - sempre que a função do servidor exija o uso de macacões jaquetas ou calçado especial;
b) Vestiário - desde que a atividade do servidor exija troca de roupas no local de trabalho como macacões e jaquetas;
c) Equipamento de proteção individual - sempre que a atividade e o local exijam;
d) Equipamento contra incêndio, desde que a legislação o exija;
e) Primeiros socorros - produtos de primeiros socorros;
f) Sanitários - em perfeitas condições de uso;
Parágrafo Único – O não cumprimento do estabelecido nesta clausula estará sujeito a fiscalização dos órgãos competentes
Clausula n°. 15 - Despacho de Requerimentos
Os requerimentos protocolados pelos servidores municipais serão despachados no prazo máximo de 30 (trinta) dias da data de seu protocolo.
Cláusula n° 16 - FÉRIAS
O Município de Lages compromete-se a liberar as férias dos servidores com duas férias vencidas, com 1/3 em pecúnia quando o mesmo a solicitar, priorizando o gozo simultâneo quando o casal for servidor, bem como estudará a possibilidade de pagamento de 1/3 das férias entre os dias 10 e 20 de janeiro para quem pegar férias coletivas.
Clausula n° 17 – BOLSA FACULDADE
Município de Lages liberará bolsa faculdade e bolsa de pós graduação, de acordo com o decreto que  as instituiu, ampliando a bolsa faculdade a todos os servidores que as solicitarem, independente do cargo ter correlação com o curso de nível superior pretendido pelo servidor(a).
Clausula n°. 18 – FESTA DO SERVIDOR
O Município de Lages, compromete-se a juntamente com o SINDSERV, BANCAR 50% (cinquenta por cento) da festa em homenagem ao dia do servidor, comemorado em 28 de outubro.
Clausula n°. 19 – Liberação dos Servidores para reuniões da Diretoria do Sindicato
O Município de Lages liberará  os servidores que integram a diretoria do sindicato quando  convocados  pela instituição
Clausula n°. 20 – Férias: Rescisão de Contrato de Trabalho e Conversão de 1/3 de Férias em Pecúnia
Visando corrigir distorções entre os dois estatutos o Executivo Municipal de Lages, enviará projeto de lei a Câmara de Vereadores alterando e acrescendo parágrafo ao artigo 94 da Lei 1574 de 11/10/1990:
O § 2º do artigo 94 de Lei 1574de 11/10/1990 passa a vigorar com a seguinte redação:
§ 2º - Para o primeiro período aquisitivo de férias, serão exigidos doze (12) meses de exercício, exceto:
I -para o magistério, cujas férias devem ser gozadas no período de recesso escolar.
II – Para os servidores com contrato por prazo determinado ou demitidos antes de completarem 12 meses, que receberão a titulo de férias valor proporcional aos meses trabalhados, acrescidos das vantagens legais.
O Artigo 94 da Lei 1574 de 11/10/1990 fica acrescido do § 8º, com a seguinte redação:
§ 8º - Havendo comprovada necessidade de serviço e manifestação de interesse do servidor poderá ser convertido 1/3 (um terço) das férias em abono pecuniário.
Cláusula n0  21 - Recomposição dos Planos de Carreira
A Prefeitura do Município de Lages, compromete-se a estudar, em 2017, a recomposição dos planos de carreira de todos os servidores municipais, considerando o piso salarial municipal, nos mesmos percentuais e valores equivalentes aos dos anexos III e IV da lei 1575 de 11 de outubro de 1990 e anexos VI e VII da lei Complementar 296 de 17 de setembro de 2007, conforme parecer do Tribunal de Contas do Estado de Santa Catarina, Decisão nº 3291/2011
Cláusula n° 22 - Regulamentação das Vantagens da Lei Complementar 296/2007
Município de Lages, no prazo de 90 dias contados de 01/01/2017 efetuara a regulamentação das formas de progressão previstas no Titulo I Capitulo I artigos de 29 a 39 da Lei Complementar 296/2007, conforme parecer da Comissão nomeada em 2015, com representantes do Sindserv, e no prazo máximo de  120 dias nomeara comissão e efetuara a avaliação de todos os servidores, tanto dos regidos pela lei supra citada quanto os regidos pela lei 1575/1990.
Clausula n°. - 23 PAGAMENTO DE VANTAGENS
O pagamentos das vantagens previstos nos estatutos e planos de carreira será realizado de forma automática, independente do servidor a solicitar

Clausula n°. 24 - ADIANTAMENTO DÉCIMO TERCEIRO SALÁRIO
O Município de Lages, efetuará no mês julho de 2017 o pagamento de 50% (cinquenta por cento) do 13º salário de todos os servidores.
Clausula n°. 25 - Incentivo a Titulação
O Município de Lages no prazo de 90 dias, contados de 01/01/2017 nomeara uma comissão da qual o Sindserv fará parte, para estudar os estatutos e planos de carreira, visando estender o Incentivo a Titulação previsto na Lei Complementar 296/2007 a todos os Servidores, como forma de valorização e compensação.
Cláusula n° 26 – UNIFICAÇÃO DE BENEFICIOS
O Município de Lages no prazo de 90 dias contados de 01/01/2017, analisara a  unificação dos estatutos dos servidores, ou seja, estender as vantagens previstas na Lei 1574/1990 para a Lei Complementar 293/2007. Conforme parecer da comissão nomeada, em 2015, para efetuar este estudo.
Clausula nº 27 – PAGAMENTO DE RESCISÃO
O Município de Lages pagara até 15 de dezembro a rescisão dos servidores contratados demitidos.
Clausula nº 28 – Repasses ao SINDSERV
O Município efetuará o repasse do numerário consignado em folha de pagamento ao Sindserv sempre do dia 07 ao dia 10 do mês subsequente.
Clausula nº 29 – Filiação automática no Sindicato
A Prefeitura do Município de Lages, através do Departamento de Recursos Humanos – DRH, contribuirá coma filiação automática, desconto direto em folha de pagamento e repasse ao Sindicato da mensalidade sindical de todos os servidores admitidos no serviço publico Municipal, efetivos e contratados.
Clausula nº 30 – ContribuiçãoSindical
De acordo com a Instrução Normativa / MTE nº 01/2008 que dispõe que todos os órgãos da administração publica federal, estadual e municipal, direta e indireta, independente do regime jurídico a que pertençam, deverão recolher a contribuição sindical prevista no artigo 578, da CLT, de todos os servidores e empregados públicos. Deverá ser descontada a importância correspondente a remuneração ou subsidio de um dia de trabalho, excetuadas as parcelas de natureza indenizatória, o Município de Lages, no mês de março/2014, efetuará o referido desconto e depositará na  conta da caixa econômica federal, fornecida pelo sindicato, mediante guia, exceto dos Agentes Políticos (Prefeito, Vice-Prefeito e Secretários). 
Clausula nº 31 –  VIGÊNCIA
O presente acordo terá vigência de 01/01/2017 a 31/12/2017.
Lages (SC), 03 de janeiro de 2017.
_________________________             
Agenor Rodrigues de Chaves
Presidente do Sindserv
FONTE: http://www.olivetesalmoria.com.br/inicio/15253-servidores-estao-pedindo-a-reposicao-do-inpc-e-mais-3-de-reajuste-salarial.html#addcomment

quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

A MISTERIOSA HISTÓRIA DO CHESTER, Seria uma ave que sofreu mutação?

Vamos falar agora de um animal envolto em mistérios.
Isso porque não há vídeos nem fotos dele.
Aliás, foto existe sim.
Uma única foto (ver abaixo), divulgada pela própria empresa que criou o animal.
Enfim, o que existe de concreto é a versão oficial da empresa responsável pelo desenvolvimento desse animal.
E uma pergunta que é um verdadeiro clichê, feita todos os anos especialmente na época do Natal?
Você já viu um chester vivo?
Nós nunca.
Mas gostaríamos muito de ver e saciar essa nossa curiosidade, existente desde os Natais dos anos 80.
A história começou em 1979.
Naquele ano, um diretor da Perdigão recebeu uma missão: criar uma alternativa para o peru de Natal da concorrente, a Sadia, um sucesso de vendas.
O diretor da Perdigão enviou aos EUA dois técnicos, que voltaram com 11 linhagens de uma galinha escocesa.
Elas foram direto para a avícola Passo da Felicidade, em Tangará, no interior catarinense.
A granja ficava no meio de uma reserva de araucárias, totalmente isolada.
Em 1982, após três anos de desenvolvimento, surgia no mercado o Chester – marca registrada que vem do inglês chest (“peito”).
Anos depois, apareceu outro superfrango, o Fiesta, o “chester da Sadia”.
Até hoje, tudo relacionado ao chester é muito fechado.
Por questões sanitária, não é permitida a visita à granja onde o animal é criado.

A única foto do animal disponível é da própria Perdigão (acima).
Nada mais se sabe e um único vídeo do animal vivo nunca sequer foi exibido.
Todo esse “mistério” por trás do chester originou um verdadeiro festival de teorias da conspiração.
Circulam na internet e à boca miúda histórias como a de que essa ave tem dificuldade para andar, pois boa parte de seu peso está no peito e nas coxas.
Isso faz com que o animal fique com as pernas curtas e caia frequentemente de peito no chão.
Será verdade isso?
A gente não acredita.
Mas seria muito bom poder ver um, ou melhor, vários chesters vivos, para afastar de uma vez por todas as “teorias da conspiração” sobre o animal.
Você não concorda?
Fonte: Cura Pela Natureza
Fonte:http://advogado.andremansur.com.br/misteriosa-historia-do-chester-ave-que-maioria-nunca-viu-viva/